Primeiro preciso explicar que Dú é o meu apelido e não tem praticamente nada a ver com meu nome, Daniele. Esse apelido foi me dado pela minha mãe, mas ele tem uma longa história...eu fui o bebê mais gordo e “buchechudo” aqui de casa e por isso minha mãe me chamava de “Goduche” (vem de gorducha), a medida que eu fui crescendo o apelido foi diminuindo: virou “Duche” e depois virou “Dú”...o assento agudo é uma brincadeira minha, pois na minha certidão de nascimento meu nome é acentuado: Daniéle, e eu resolvi transportar o acento pro apelido apesar da regrinha da Língua Portuguesa não considerar isso certo, digamos que seja licença poética, rsrsrsrs.

    Desde criança sempre gostei de poder fazer minhas coisas...meus brinquedos eram, em sua maioria, feitos por mim e quase sempre em miniaturas. Usava todo tipo de material e não perdia nenhum programa de TV que ensinasse artesanato.

    Foi assim que tive meu primeiro contato com o biscuit, através da televisão! Na época eu tinha uns onze ou doze anos de idade e o artesão era o grande Altair de Pádua, ele ensinou a fazer um pierrô e eu fiquei doida por aquela massinha. Minha mãe comprou os materiais, fez a massa e eu comecei a modelar...na época a massa ainda era feita com polvilho azedo, formol, entre outras coisas e eu me incomodava muito com o cheiro forte mas mesmo assim usei a massa até o fim. Depois fiquei anos sem fazer biscuit, nesse meio tempo continuei fazendo outras coisas: fiz crochê, tricô, ponto cruz, cheguei a fazer macramé, me aventurei com os canudinhos de jornal e no corte e costura e continuei vendo os meus programas de artesanato, foi quando vi outra grande artesã, Rosselita Leal, fazendo ímãs de geladeira!

    A massa era incrivelmente mais simples e por isso recomecei, na época com quase quinze anos de idade. A partir de um modelo de ímã que vi a Rosselita ensinar, criei outros vários modelos e minha mãe começou a vendê-los para mim, a cada dia as encomendas aumentavam mais e eu já não dava conta de fazer tudo, as pessoas ficavam cobrando o tempo todo...acabei desistindo e parando novamente.

    Nesse meio tempo trabalhei em serviços considerados normais, mas me sentia triste, presa...quase entrei em depressão, eu queria muito investir no biscuit mais não tinha apoio de ninguém, fiz quase um ano de terapia e me animei um pouco.

    Foi quando tive acesso à internet e fuçando aqui e ali encontrei um fotoblog com trabalhos encantadores, mandei um e-mail parabenizando a dona desse fotoblog e acabei ganhando uma grande amiga e incentivadora chamada Lucristal, a quem eu tenho muito a agradecer. Ela me contou a sua história que era parecida com a minha e me fez acreditar que daria certo, a partir daí tudo começou a caminhar...fiz meu fotoblog, conheci muitas outras pessoas especiais virtualmente e pessoalmente também! Fui a feiras que até então nem sabia que existiam, vi de perto grandes mestres da modelagem, inclusive a Rosselita e o Altair.

    Fiz muitos contatos que só me trouxeram coisas boas, um deles resultou no patrocínio de uma excelente empresa chamada Mago, que me apóia assim como apóia e trata com carinho muitas artesãs e artesãos do Brasil. Agradeço muito a todos da Mago por ajudar na realização de meus sonhos...

    Enfim, agradeço a Deus por tantas coisas boas acontecendo e por tantas pessoas boas estarem aparecendo em meu caminho...e espero que continue assim pra que eu possa continuar a escrever essa história!

    Uma frase que me acompanha:


    Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você” – Steve Beckman

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